sábado, 6 de outubro de 2007

AMAZÔNIA

Poema número 2
Rio Negro, 2/07/02 a bordo do Barco Anaconda.

Amazônia
Não há balança que pese tua formosura,
Nem olhar que decifre teus mistérios
Majestosa entre rios, florestas imensas e gloriosas.
Entre todas és a mais bela.
Diante de ti todos os povos
Vêm se curvar, é um bem supremo
E salvaguarda da humanidade.

Poderias revoltar-te
E contra teus algozes salvar-te ainda que tarde.
Poderias tu levantar teus imensos braços
E cobrir-te com teus lençóis?
E num ritual festivo
Teus filhos e filhas num cortejo triunfal,
Diante de queimadas e moto-serra
Apagar para sempre os rastros da morte.
Refletem em tuas águas azuis e negras
O céu dos deuses e mitos
Que te vigiam e te guardam o sonho
Dos antigos reis e rainhas.
Sempre bela! Não me sinto só diante dela!
Sempre verde embora queimada
Guardas em tuas copas douradas do outono
A luz filtrada e encantada
Pelo silêncio e a paz de um paraíso solitário
Equilíbrio do mundo voz gritante, desafio dos mortais!

Antonieta de Sant´Ana

2 comentários:

CENTRO VIVO DA MEMÓRIA CONTEMPORANEA-CVMC disse...

essa sim é uma poesia de eliti da alta ela é muito bela

Lisbeth Oliveira disse...

Chica,
Parabéns ao CVMC e à sua dedicação!
Estive recentemente em Manaus, voltando do Fórum Social Mundial e lembrei muito de nossa passagem por lá! O Rio Negro continua belo e a floresta sedenta de poesia!
Muita saúde, paz e harmonia,
Lisbeth Oliveira