segunda-feira, 8 de outubro de 2007

MEU CANTO À CHUVA















Chamei pela chuva suave,
gritei pelo sol brando
posto ainda tão longe
que arremessassem da terra
o vigor da vida.
Murmurei a calmaria
dos mares
e vi tuas luzes se levantarem,
como impulsos dos braços,
feito pássaros que voam
sem destino!
A memória de tudo
que passeia no tempo,
onde tudo se refaz
se recompondo os pedaços!

E tudo isso parecia uma árvore, um arbusto
mesmo quando plantados
a força entre as grandes
do tempo.

Antonieta de Sant´Ana

sábado, 6 de outubro de 2007

MADRUGADA




















MADRUGADA

Vou abrir minha porta,
te prender no céu
de minha janela,
te guardar na minha caixa
de pandora.
É pura madrugada,
eu te espero,
é tão sagrada tua chegada...
é como a terra seca
a espera da chuva,
aquela que até mesmo o sol
anseia para encantar
os campos
que cantam a tua presença.

Antonieta de Sant´Ana

AMAZÔNIA

Poema número 2
Rio Negro, 2/07/02 a bordo do Barco Anaconda.

Amazônia
Não há balança que pese tua formosura,
Nem olhar que decifre teus mistérios
Majestosa entre rios, florestas imensas e gloriosas.
Entre todas és a mais bela.
Diante de ti todos os povos
Vêm se curvar, é um bem supremo
E salvaguarda da humanidade.

Poderias revoltar-te
E contra teus algozes salvar-te ainda que tarde.
Poderias tu levantar teus imensos braços
E cobrir-te com teus lençóis?
E num ritual festivo
Teus filhos e filhas num cortejo triunfal,
Diante de queimadas e moto-serra
Apagar para sempre os rastros da morte.
Refletem em tuas águas azuis e negras
O céu dos deuses e mitos
Que te vigiam e te guardam o sonho
Dos antigos reis e rainhas.
Sempre bela! Não me sinto só diante dela!
Sempre verde embora queimada
Guardas em tuas copas douradas do outono
A luz filtrada e encantada
Pelo silêncio e a paz de um paraíso solitário
Equilíbrio do mundo voz gritante, desafio dos mortais!

Antonieta de Sant´Ana

CÂNTICO DA PAZ



O CÂNTICO DA PAZ

Um dia vi minha mãe sentada na varanda de casa e olhava
o gado chegando tranqüilo do pasto,
vi também os pássaros que pousavam sobre os arvoredos
ao redor de nossa casa e via as crianças brincando de se esconder
Vi a cachoeira e escutei o cântico de suas águas correndo
entre a floresta nativa, sentir seu aroma e o frescor do ar,
a vibração de suas folhas como encantamento da natureza mais bela
que um dia conheci e o vento que assoviava a tardinha
quando o sol ia embora. Que saudade da PAZ!
A paz cabe em qualquer lugar!
A Paz é o encanto das almas e está dentro de cada um!
É o espírito que move o mundo!
É o som da voz de quem ama!
É o olhar de graça dado ao outro ser!
É a mão que encontra outra mão!
E se não amamos então ela não virá!
Porque a PAZ é a RAIZ do bem da HUMANIDADE!

Antonieta de Sant´Ana
Na manhã do dia 6 de outubro de 2007